segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A pessoa é para o que nasce


Isso aqui não tinha razão de ser. Não tenho nenhuma pretensão de ser lida, até porque essas linhas não são públicas, mas escritas para mim mesma.


Esse espaço nasceu de repente, sem muito planejamento ou esmero, mas de uma necessidade imensa que veio, que me tomou de rompante, que me transbordou e que escorre agora, por entre essas linhas.


Não sou louca por cinema, gosto bastante, mas vejo muito pouco...muito menos do que gostaria.

Mas hoje aconteceu algo que mexeu comigo e que senti uma necessidade imensa de colocar pra fora em foram de letras. "A pessoa é para o que nasce" é um filme que me tirou o sono. São exatamente 2h20 da manhã e sé eu sei o que é estar acesa a essa hora. Não quero pensar sobre o título agora, fiz questão de não tentar entender ou refletir a respeito...não merece que seja digerido em 15 minutos. O título desse filme é como os CDs do meu orientador de rádio...devem ficar fechados até o momento deles...que serão ouvidos com calma, com a atenção totalmente voltada ao conjunto da obra.


Mas e as cenas, mas e o roteiro...ainda não temos opinião formada, nem eu nem a Júlia...


Por que ficaram cegas? porque passaram antes pelo "quem quer ser um milionário..." foi uma piadinha, um humor negro que não poderia deixar passar. Perco o amigo, mas não perco a piada...já lá se foram muitos amigos.


Precisaria expor a Maria assim? falar de seus sentimentos, da sua carência. Precisava explorar a nudez de três velhas cegas, que não poderão ver o resultado final na tela. Precisavam minimizar o comportamento adolescente, do munda da vergonha, da rebeldia.



Teria sido feito na naturalidade e na franqueza e que isso justificaria tudo...seria arte, o mundo real, da miséria, da falta de dentes, da incapacidade humana?


Ainda não tenho as respostas que procuro...talvez as perca nos dias que virão. Fica aqui o primeiro desabafo...o priemiro fruto de uma vontade incandescente de escrever...como muito tempo não paria...longe, mas uma vaga lembrança do dia em que pari a letras.


Ufa!

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