
Eu sou da época que filme nacional era pornochanchada, ai fica realmente difícil de acreditar que Divã é um fime brasileiro. Mas injustiças a parte, eu vi "meu nome não é Jhony" e já bastava para acreditar que as nossas produções nacionais não são mais as mesmas.
Eu sentei no Divã, ao lado de Lilian Cabral, reconheci cada etapa de uma terapia de anos. Quem nunca sentiu seu relacionamento balançar, quem nunca teve dúvidas, quem nunca quis fugir nunca teve um relacionamento.
Procurar um terapeuta é isso mesmo, essa falta de jeito no primeiro até o décimo encontro. É essa tentativa de esconder a verdade, é fingir que se tem domínio da situação é chorar e rir da prória condição. A análise traz mais duvidas do que respostas...por exemplo...O Lopes é casado? tem filhos? fuma? Me julga?
O Divã é de rir e de chorar...e que choro dolorido que me apertou o peito. Pensei na minha amiga Mari...que é em quem eu sempre penso quando falam de amigas. Se as minhas amiguinhas lessem isso, ficariam bem chateadas, mas é assim mesmo. O Divã me fez ver o medo que tenho de perder meu amigos...
Por outro lado, me deu o direito de olhar e beliscar uma carne nobre e nova.
Eu sentei no Divã, ao lado de Lilian Cabral, reconheci cada etapa de uma terapia de anos. Quem nunca sentiu seu relacionamento balançar, quem nunca teve dúvidas, quem nunca quis fugir nunca teve um relacionamento.
Procurar um terapeuta é isso mesmo, essa falta de jeito no primeiro até o décimo encontro. É essa tentativa de esconder a verdade, é fingir que se tem domínio da situação é chorar e rir da prória condição. A análise traz mais duvidas do que respostas...por exemplo...O Lopes é casado? tem filhos? fuma? Me julga?
O Divã é de rir e de chorar...e que choro dolorido que me apertou o peito. Pensei na minha amiga Mari...que é em quem eu sempre penso quando falam de amigas. Se as minhas amiguinhas lessem isso, ficariam bem chateadas, mas é assim mesmo. O Divã me fez ver o medo que tenho de perder meu amigos...
Por outro lado, me deu o direito de olhar e beliscar uma carne nobre e nova.
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Hoje já não é mais o dia que eu escrevi tudo isso, não...hoje já é outro dia...e depois disso eu já ri e já chorei muitas vezes, em nenhum dia voltei a procurar a minha terapeuta, é verdade... Mas, isso não quer dizer que eu não tenha me colocado várias vezes no divã. Nada Disso! Ser virginiana e fazer terapia é não deixar de deitar no divã nunca.
Quantas vezes hoje eu falei alguma coisa para alguém ao mesmo tempo que pensava sobre o que e como estava falando??? Inúmeras! A medida que falo, fico conversando paralelamente comigo mesma. Não há fala sem intenção! Me pergunto: Por quê você está falando isso para essa pessoa exatamente agora? O que está por trás? Você está mentindo, se fazendo de vítima...tentando se promover sem que percebam...eu te conheço...ninguém mais te conhece como eu..
E um conflito imenso está insturaurado entre eu e mim...nos dizemos coisas horríveis...esse eu transparente que não pára de falar me diz verdades...me lembra toda hora da minha condição.
Se eu não me encomodo? Não. Na verdade, é isso que me faz achar que estou todo dia evoluindo, pelo fato de estar me dando a oportunidade de me conhecer...
Parêntes (hauhau Acabei de lembrar da minha amiga Suzana, que acredita estar cada vez melhor...e que os 40 é a pílula da juventude. E com ela é isso mesmo, está cada vez melhor. Su, eu sempre quis chegar aos 40 rapidinho, para ter essa jovialidade, esse apetite...essa coisa que deixa os homens enlouquecidos) fecha parêntes!
E a frase que carrego comigo todos os dias...que externalizo a todo momento: Não sou hipócrita. Fiz terapia para não ser hipócrita.
Tá...talvez eu seja menos que muita gente...talvez isso também seja uma justificativa, em meio a tanta outras...mas a verdade é que cada um de nós, seres humanos, ditos "normais" tem seu percentual de hipocrisia.
A hipocrisia é uma veia do ser...ninguém nasce sem ela...mas em meio a tantas outras fiações enoveladas, subcutâneas e impálveis...é difícil se dar conta que ela está ali...que faz parte do eu e que inflama.